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Aiuruoca - Notícias
11/12/2014 14h46

Personagens que fazem parte da nossa história - Dico Rosa

Dico Rosa marcou época na cidade de Aiuruoca.

Por Maria Rosa

 

Nascido João Rosa Pereira em 24 de junho de 1895, em São tome das Letras. Com seus pais, Antônio Rosa Pereira e Maria Gabriela da Conceição, veio, ainda criança, para Aiuruoca, precisamente para a Fazenda “Ponte Nova”. Com a família, veio também a de seus tios – João e Mariana. Residiram primeiro juntos; depois, resolveram separar a sociedade nas terras -  Antônio Rosa vendeu ao irmão a sua parte e comprou o sitio das vassouras, que fazia divisa com a Ponte Nova. Ali, o menino Dico passou sua infância e adolescência, ao lado dos irmãos e perto dos parentes e amigos. Logo perdeu o pai e sua mãe se viu sozinha para criar e encaminhar nove filhos: José, João (Dico), Antônio, Cornélio, Olívia, Ursulina, Mariana e Rita. E pra isso, contou com a ajuda dos mais velhos Zeca, Dico e Tonho. As moças mantinham contato com os familiares de Cruzília, que vinham visitá-las sempre, nas Vassouras. E foram se casando com os primos. Deste modo, a família acabou se dividindo entre duas cidades: as moças foram todas para fazendas em Cruzília, enquanto os rapazes permaneceram com a mãe e casaram-se com moças de Aiuruoca. Naquele tempo, as crianças das famílias rurais eram alfabetizadas por professores particulares, que ficavam nas sedes das fazendas. Foi assim que Dico e seus irmãos aprenderam as primeiras letras. À época, bastava saber apenas as preliminares de aritmética e da leitura e estavam prontos para a vida rural. Moço, lutador, Dico logo adquiriu um pedaço de chão. Casou-se com Alzira Fernandes Maciel, filha de Tomás Joaquim Maciel e sua esposa Honestália. Vieram residir na pequena chácara, perto da cidade. Era o dia 21 de novembro de 1928 quando o jovem casal se uniu e fez a viagem, a cavalo, para a pequena casa de taipa, na Chácara. Logo plantaram um pomar, uma horta e um bonito jardim. No tempo certo, os pessegueiros cobriam de rosa o laranjal. Os filhos foram chegando: Maria, Ilka, Julieta, José, João, Siomara e Maria José. Cresceram ali, brincando juntos nas cachoeirinhas, correndo pelos campos com os filhos dos agregados. Depois estudaram nas escolas da cidade e de fora – em Cruzília e Belo Horizonte. Dico se levantava às quatro da manhã e ia a cavalo para suas propriedades – já eram três: Fragalha, Cachoeira e Portão, onde plantava roças e criava gado. Prosperou o suficiente para dar uma vida digna à sua família. Era admirado por todos, e com seus amigos e pares tinha ares de líder. Mas a vida passou. E em 30 de maio de 1971, fez sua grande viagem. Partiu como viveu: abraçado à terra que tanto amara. Virou eternidade.

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