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Bom Jardim de Minas - Notícias
26/03/2015 10h12

Personagens que fazem parte da nossa história - Assis Rodrigues da Silva

Assis Rodrigues da Silva marcou época na cidade de Bom Jardim de Minas

Por José Francisco Mattos e Silva

 

Assis Rodrigues da Silva, natural do Distrito de Taboão, era filho de Joaquim Rodrigues Landim e Maria das Dores Silva, neto de João Francisco Nepomuceno, rábula em Barbacena e fazendeiro em Taboão.

Assis Rodrigues da Silva foi o 2 prefeito de Bom Jardim de Minas, tendo vencido as eleições de 23 de novembro 1947 apresentando as metas de sua gestão que eram instrução pública, saúde pública, comunicações, agricultura, recentemente foi homenageado com bela placa alusiva ao seu nome sobre o Córrego do Milho Branco.

Fato curioso de sua gestão como prefeito municipal foi a abertura de estradas entre Bom Jardim com o distrito de Taboão e municípios vizinhos, que foram feitas com bois de sua própria fazenda, tendo realizado outras melhorias nas redes publicas de esgoto e saneamento básico, impulsionando o embelezamento do centro do Município com a construção de um belo sobrado que mas tarde pertenceria a seu neto, Dimas Abbud, também prefeito municipal na década de 1970, hoje é onde esta instalado o Banco do Brasil.

Assis Rodrigues era casada com Alice Nardy, mais conhecida como Dona Ciloca, filha de Virginia Nardy e Manoel Peixoto Pereira, tiveram 4 filhos, Noêmia, Maria das Dores (Dorita), Irene e Manuelzinho.

Sua sobrinha neta e esposa de seu neto Dimas, Professora Angelina Nardy , em sua brilhante obra “Vivi, ouvi, presenciei” registra a respeito do Prefeito Assis Rodrigues da Silva:

“As prefeituras do interior, naquela época, ainda eram mais pobres do que hoje. Não recebiam e nem tinham maquinários e veículos. Padrinho Manuel que era seu genro, me contou que para cumprir a meta comunicações, ligar Bom Jardim aos distritos e municípios vizinhos, sem tratores e sem dinheiro, Vovô Assis usou os dois de sua própria fazenda. As estradas foram abertas, mas ele perdeu vários bois, que morreram neste trabalho pesado.

Vovô Assis comprou um terreno grande para construir uma casa para sua família, em Bom Jardim onde ele morava. [...] O Brasil não fabricava cimento. Ele era importado da Inglaterra e Vovô Assis o importou para sua construção. Esperaram meses, porque a encomenda vinha de navio até o Rio de Janeiro. Até que enfim, pelos vagões da Rede Mineira de Viação, a encomenda chegou a Bom Jardim. Trabalhadores a postos, enxadas para o trabalho na mão, as barricas de cimentos todas ali. É hora de abri-las e deixar o pó santo se misturar para virar segurança e fortaleza.”

O relato que o cimento endureceu, alguma problema no transporte do navio, mas o Sr. Assis não esmoreceu-se, ao contrário disse “Não faz mal, ponham essas pedras todas no alicerce que eu vou encomendar outro cimento. a construção atrasou, mas o sobrado do Vovô Assis ficou mais sólido ainda”.

Assis Rodrigues foi homem de vanguarda, fez história na política e na administração de nossa cidade, deixou o legado evangélico, tão esquecido nos dias atuais, soube construir sua casa em rocha solida. Faleceu em Bom Jardim de Minas, descansando na paz dos justos no cemitério municipal.

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