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Caxambu - Notícias
10/02/2011 16h32

Caxambu Detentos do presídio de Caxambu produzem peças para exportação

Caxambu: Detentos do presídio produzem peças para exportação


Mosaicos feitos de pedra São Tomé produzidos por detentos do presídio de Caxambu, no Sul de Minas Gerais, estão indo parar na Itália


É que a unidade prisional firmou uma parceria com a empresa G.A. Pedras, cuja produção é quase que inteiramente voltada para o mercado externo. A maior parte vai exatamente para a Itália, mas também há peças distribuídas para outros países como Japão, Estados Unidos e Inglaterra.


De acordo com a chefe do departamento de pessoal da G.A Pedras, Patrícia Pinto Meireles, investir em um projeto social é uma atitude gratificante e até serve de impulso para a venda das peças no mercado exterior. “Lá fora eles têm outros olhos quando a empresa desenvolve um trabalho social. O mercado externo valoriza esse tipo de parceria. É diferente do mercado interno”, explica.


Atualmente, quatro detentos trabalham oito horas por dia na produção de mosaicos em uma oficina que montada dentro da própria unidade. Em troca, recebem três quartos do salário mínimo e remissão de pena, ou seja, a cada três dias trabalhados têm um a menos no cumprimento da sentença. “O desempenho deles é excelente. É tudo perfeito, a qualidade, a dedicação com quem fazem. Estamos adorando”, revela Patrícia Meireles.


O sucesso da iniciativa gerou a perspectiva de ampliação do projeto ainda em 2011, com o envolvimento de outros detentos de Caxambu e, até mesmo, a realização uma nova parceria, desta vez com a unidade prisional de São Lourenço. As medidas já estão sendo providenciadas.


Ressocialização

A inclusão e participação em atividades traz visíveis mudanças de comportamento entre os detentos e busca a reinserção social

A inclusão e participação em atividades traz visíveis mudanças de comportamento entre os detentos e busca a reinserção social

Além dos detentos de regime fechado que produzem as peças, há três presos do regime semiaberto que também trabalham na G.A Pedras e se destacam entre os colegas. “Eles são os melhores funcionários, os que mais se dedicam”, conta Patrícia. A experiência bem sucedida fez com que ela pedisse à direção do presídio que a avisem quando os presos do regime fechado que hoje trabalham para a empresa obtiverem progressão ou recuperem a liberdade. “Quem sabe não os chamamos para continuar a trabalhar conosco? As empresas têm que dar oportunidade a essas pessoas, para melhorar a sociedade”.

 

O diretor-adjunto do presídio de Caxambu, Rafael Barbosa, destaca que a parceria é benéfica não apenas para a empresa, mas também para os próprios presos, que além de receberem remuneração, saem capacitados para o mercado de trabalho. Além da parceria com a G.A Pedras, a unidade também tem dez detentos que trabalham para a prefeitura local, fabricando blocos, realizando calçamento de ruas e capina urbana.



Artesanato


O Ceresp (Centro de Remanejamento do Sistema Prisional) de Ipatinga, no Leste do Estado, é outro exemplo de atuação voltada para reinserção social dos detentos. O diretor-geral Valdeci Ribeiro da Silva desenvolve oficinas de artesanato nas quais ele mesmo ensina aos presos como fazer imãs de geladeira. Por enquanto, apenas cinco internos estão envolvidos no projeto e os imãs são comercializados entre os funcionários. A idéia, porém, é que outros participem da oficina e os produtos possam ser comercializados mais amplamente. “Já fizemos contato com algumas lojas da cidade e vamos colocar no mercado”, antecipa o diretor.
De acordo com Valdeci, a participação na atividade traz visíveis mudanças de comportamento entre os presos. “Eles passam a pensar de forma diferente, evitar ocorrências e movimentos de indisciplina e, com isso, levam outros presos a também mudar de comportamento, na perspectiva de conseguirem uma oportunidade de trabalho”, avalia. O diretor destaca que a fabricação de imãs é apenas a primeira atividade desenvolvida, mas há planos de ensinar aos detentos outras formas de artesanato, como fabricação de bolsas e tapetes.

(fonte: Agência Minas, Farol Comunitário)

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