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Caxambu - Notícias
11/01/2011 13h51

Conheça as 7 Maravilhas de Caxambu: beleza, cultura, lazer e turismo para toda a família

Conheça as 7 Maravilhas de Caxambu: beleza, cultura, lazer e turismo para toda a família

“Caxambu minha terra querida

Tens no ar as belezas de um céu!

Tens nas águas a Fonte da Vida

És o Éden das Luas de Mel!!...”

Antônio Maurício Ferreira (In memorian)

Com a intenção de divulgar a cidade para o Brasil e todos os países do mundo, o site Amo Caxambu criou uma enquete para a escolha das 7 Maravilhas de Caxambu.

No total, foram apresentadas 12 opções que integram o patrimônio artístico, cultural, público e privado, para a livre votação dos internautas, que escolheram as sete obras que melhor expressam toda a beleza e identidade do município.

 Fonte: amocaxambu.com.br

 

I - Parque das Águas

Atrativo máximo de Caxambu, o parque das águas Dr. Lisandro Carneiro Guimarães é tombado pelo Iepha (Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico). São 210 mil m2 de área totalmente estruturada para o bem-estar do turista. Estar no parque é uma celebração aos prazeres que a água, e todo o conjunto da natureza, podem proporcionar.

A natureza encanta nos belos jardins, bosques e alamedas que compõem um lindo cenário. O homem soube retribuir, erguendo belos conjuntos arquitetônicos de estilo neoclássico.

Bastante admirada também é a obra do português Francisco da Silva Reis, o popular "Chico Cascateiro", que também se tornou uma das 7 maravilhas de Caxambu. Os quiosques, as graciosas pontes e as cascatas artificiais que construiu no início do século XX, marcaram uma época.

Os dois ingredientes – natural e humano – fazem do parque um lugar muito especial, que agrada a pessoas de todas as idades. Opções não faltam: pista para cooper; parquinhos com brinquedos educativos; passeio de pedalinhos num lago de 51 mil m2; piscinas com água mineral e toboáguas; quadras de tênis, vôlei e bocha; ringue de patinação e o imperdível teleférico, que leva ao cume do morro Caxambu.

O bem-estar tem sua apoteose no Balneário (ou Centro) Hidroterápico: um suntuoso prédio e verdadeiro cartão-postal da cidade. Construído no início do século XX, tem um imenso portal em vitral francês, confeccionado em 1912. O interior não deixa a desejar: o hall de entrada é recoberto com azulejos e pisos portugueses e ingleses, formando mosaicos. Oferece em suas instalações variados banhos (perolado, espumante perolado, espumante simples, turco, sulfuroso com pérola de ar e sulfuroso simples), que atendem às mais diferentes terapias e aplicações. Duchas (circular e escocesa), saunas e sessões de massagem completam a tradução mais precisa da palavra “relaxamento”.

O poder curativo e terapêutico das águas de Caxambu é a maior atração da cidade desde os tempos do Império. Sua fama foi reforçada no ano de 1868 quando a princesa Isabel e seu marido o conde deu aqui vieram em busca da cura de uma suposta infertilidade da princesa, provocada por uma anemia profunda. Após um mês de tratamento com a água altamente ferruginosa da fonte que hoje leva seu nome, retorna à Corte e consegue engravidar.

 

II - Conjunto arquitetônico dos hotéis

Caxambu encanta com seus hotéis: bem estruturados, atendimento com profissionais carismáticos que faz nos sentir como se estivéssemos em nossa própria casa. Suas belezas não poderiam deixar de ser, também, umas das 7 Maravilhas e foram consideradas como um todo, com destaque as arquiteturas dos hotéis Glória, Palace Hotel, Lopes, Grande Hotel, Hotel Caxambu, União e Bragança.

 

 Palace Hotel

Sua origem remonta ao final do século passado quando o empreendedor João Carlos Vieira Ferraz e sua esposa Maria Carlota Cirne Ferraz fixaram residência em Caxambu e compraram um modesto hotel próximo ao parque das águas – que posteriormente, em 1890, foi vendido ao conselheiro Francisco de Paula Mayrink. Quatro anos depois, com toda pompa merecida, era inaugurado o Palace Hotel. Imponente e suntuoso, com estilo arquitetônico neoclássico, tão em moda na época, foi considerado por muitos anos o maior hotel do país – liderança mantida até 1914, quando surgiram outras construções do ramo, principalmente no Rio de Janeiro. O luxo marcou sua edificação. Todos os materiais foram importados da Europa, principalmente da França.

 

Hotel Glória

Desenvolvido pelos mesmos arquitetos que projetaram o Grande Hotel Araxá, o hotel Glória é sinônimo de imponência da arquitetura clássica do século passado, ao longo de seus 25 mil m2, em frente ao belíssimo parque das águas.

 

Hotel União

Localizado em frente ao parque das águas, possui infraestrutura elaborada com cuidado por profissionais capacitados.

 

Hotel Caxambu

É o mais antigo hotel em funcionamento na cidade. Registros de 1881 já indicavam sua existência.

Adquirido pelo atual proprietário, Chalem Gadbem, em 1975, desde 1985 ele e sua família estão na direção do hotel, quando iniciou-se sua ampla reforma, com a troca de todas as instalações hidraúlicas e elétricas, redecoração dos apartamentos e construção de um novo prédio com 24 apartamentos de luxo, salão de convenções, saunas, piscinas, bar e sala de recreação. Após as obras, iniciou-se a reestruturação e treinamento do quadro de pessoal, sendo que atualmente o hotel encontra-se em estágio avançado de qualidade de serviços.

 

 Hotel Lopes Plaza

Um dos mais antigos da cidade, foi totalmente remodelado, conservando o aspecto e o estilo próprios da tradição dos serviços de hotelaria de Caxambu. Oferece também opção de apartamentos novos com arquitetura e mobiliários modernos, amplas instalações, ótimos banheiros e uma belíssima vista panorâmica do centro de Caxambu e do parque das águas, principal atração da cidade.

 

Grande Hotel

Outro belo exemplar do segmento hoteleiro, sua construção remonta a década de 40.

 

Hotel Bragança

Um dos mais tradicionais da cidade, em uma área de 3.600 m², a poucos passos da entrada do parque das águas, o hotel conta com ótima infra-estrutura e alia o passado e o presente, com apartamentos em estilo oitocentista, com mobiliário de época.

 

III -Obras do Chico Cascateiro

O português Francisco da Silva Reis, conhecido como Chico “Cascateiro”, ou escultor de cascatas, deixou sua marca pessoal e seu talento inigualável, em Caxambu. O artista se inspirava nas árvores das matas sul mineiras ao criar suas obras. Diferia dos outros escultores naturalistas do final do século XIX e início do século XX, pela minúcia e riqueza de detalhes de suas obras. Sabia reproduzir com a argamassa simulacros da natureza em imitações de bambu, troncos de árvores, galhos, cipós retorcidos, pedras, cascatas, insetos, etc.

Dentre suas obras destacam-se quiosques, cascatas, caramanchões, pontes, bancos, pedestais, balaústres, fontes e miradouros esculpidos no parque das águas, além da casa de máquinas e do coreto municipal, entre outras.

 

IV - Morro do Cristo Redentor

Com aproximadamente 1.090 metros de altitude, a 186 metros acima do parque das águas, o Morro de Caxambu proporciona uma deslumbrante vista da cidade e arredores. É possível avistar também a cidade de Baependi e serras próximas. Para se chegar ao topo existem três opções: de carro, a pé, ou de teleférico. Lá no alto funcionam uma lanchonete e lojas de artesanato e souvenirs. Em seu cone superior o Morro de Caxambu abriga ainda o Cruzeiro, construído em 1929, e a estátua do Cristo Redentor, com 15 metros de altura, obra de 1961.

 

V - Praça XVI de Setembro

Logradouro central da cidade, com amplos jardins floridos, bancos, árvores frondosas e cortada pelo córrego Bengo. Tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais, o local conta ainda com um coreto construído em 1913, decorado com obras de Chico Cascateiro: uma pequena cascata e uma fonte.

 

VI - Igreja Santa Isabel da Hungria

Obra em estilo neogótico, a igreja Santa Isabel se destaca na paisagem da cidade, principalmente pela famosa escadaria, com 126 degraus, onde também estão expostas as 14 estações da Via Sacra.

A construção foi iniciada em 1868 em cumprimento a uma promessa feita pela princesa Isabel como agradecimento pela cura alcançada. Em 1868 a princesa e seu esposo visitaram Caxambu, atraídos pela fama de suas águas medicinais. A princesa sofria de anemia, o que a impedia de engravidar. Após o tratamento com as águas da fonte ferruginosa, Isabel retornou à Corte totalmente curada.

No mesmo ano, a princesa determinou o início das obras, mas o templo só foi consagrado 29 depois, em 1897, quando a família imperial já se encontrava no exílio.

Tombada pelo Iepha (Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais), a igreja chama a atenção de todos pelo seu belo desenho arquitetônico e a escadaria. No interior do templo, um dos destaques é o altar feito em madeira trabalhada, onde fica a imagem de Santa Isabel da Hungria. O acesso ao local pode ser feito a pé, pela escadaria, ou de carro, pela rua Monsenhor João de Deus.

 

VII - Colégio Padre Corrêa

mponente e belo prédio de arquitetura eclética, construído na década de 20 em homenagem ao padre Corrêa de Almeida. Por suas amplas salas já estudaram e formaram inúmeros caxambuenses, muitos dos quais se destacam nos grandes centros como Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte.

“A vida do padre Corrêa esteve ligada – além de Barbacena – a São João del-Rei, Juiz de Fora, Mariana, Ouro Preto, Caxambu, Rio de Janeiro e Lisboa, locais onde fez amigos, alguns inimigos e muitos admiradores sinceros. Foi professor de latim, músico e escritor. Entre seus amigos ou apreciadores de seus trabalhos encontra-se o padre José Maria Xavier, Belmiro Braga, Olavo Bilac, Antônio Feliciano de Castilho, Carlos Drummond de Andrade, Augusto de Lima, dentre outros. Deixou vasta obra composta de mais de duas dezenas de livros. Teve a sua vida sacerdotal iniciada em 1844, era admirador da Monarquia e no período da República tornou-se um grande crítico dos republicanos e positivistas.”

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