15/10/2014 08h50
PF faz operação contra pedofilia em 18 Estados e no DF
A PolÃcia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira, 15, a operação Darknet, que tem por objetivo confirmar a identidade dos suspeitos e buscar elementos que comprovem os crimes de armazenamento e divulgação de imagens e abuso sexual de crianças e adolescentes. Estão sendo cumpridos 93 mandados de busca, de prisão e de condução coercitiva em 18 Estados e no Distrito Federal, informa o site da PF.
A Operação Darknet foi deflagrada simultaneamente por 44 unidades da PolÃcia Federal nos estados do Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, EspÃrito Santo, Goiás, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, PiauÃ, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal. As informações obtidas durante as investigações que envolvem suspeitos de outros paÃses foram repassadas para autoridades de Portugal, Itália, Colômbia, México, Venezuela.
Pela primeira vez em operações de combate à pornografia infantil, a PolÃcia Federal rastreou o ambiente conhecido como deepweb, considerado um meio seguro para que usuários da internet divulguem anonimamente conteúdos variados. A arquitetura desse ambiente impossibilita a identificação do ponto de acesso (IP), ocultando o real usuário que acessa a rede. Através de metodologia de investigação inédita e ferramentas desenvolvidas, os policias federais conseguiram quebrar esse paradigma e identificar mais de 90 usuários que compartilham pornografia infantil. Até o momento, somente as polÃcias dos Estados Unidos e da Inglaterra realizaram investigações de crimes praticados através da deepweb.
No decorrer da investigação, iniciada há um ano, pelo menos seis crianças foram resgatadas de situações de abuso ou do iminente estupro, em diversos locais do Brasil. Em um dos casos, um pai relatava que iria abusar da filha assim que ela nascesse. Nesses episódios, policiais federais agiram e evitaram que as crianças permanecessem ou se tornasse vÃtima, prendendo quatro investigados.
Fonte: Estadão Conteúdo