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São Lourenço - Notícias
23/01/2019 09h18

Na Fumaça do Trem com José Luiz Ayres Bastos

Cronista, colaborador do Jornal Correio do Papagaio, conta um pouco da sua história

Foto: Arquivo Pessoal

Por Mariana Menezes

Assim como a fábula e o enigma, a crônica é um gênero narrativo. Como diz a origem da palavra (Cronos é o deus grego do tempo), narra fatos históricos em ordem cronológica, ou trata de temas da atualidade.

A crônica fala de costumes, de fatos recentes, de fatos antigos, arte, política e esportes. Concentra-se num acontecimento diário que tenha chamado a atenção do escritor, sendo um gênero intermediário entre o jornalismo e a literatura.

Em São Lourenço, temos grandes nomes de cronistas. Um deles é José Luiz Ayres Bastos que, desde 2006, é colaborador do Jornal Correio do Papagaio, publicando semanalmente suas crônicas.

José Luiz Ayres nasceu no bairro de Vila Isabel, no Rio de Janeiro. Sempre teve seu hobby na leitura e no futebol, sendo torcedor do Flamengo. Utilizava dos livros frequentando a Biblioteca Nacional no Rio e tinha o Clube do Livro, onde adquiria as coleções que juntou, e não foram poucas.

O cronista conta que a dedicação e o interesse por escrever veio por um senhor angolano radicado no Brasil, que morava na cidade de Paty do Alferes, também no Rio de Janeiro. O amigo era fundador e diretor do Semanário Panorama Regional, na região conhecida como Serra Azul, que engloba as cidades serranas fluminenses. Foi lá que, 1995, José Luiz fez sua primeira crônica sobre o título “Esses turistas Pitorescos”. “Daí em diante, graças a aceitação do público comecei a ser procurado por outros jornais e pedir também participação, o que não aceitei e permaneci fiel ao jornal do meu amigo por 15 anos com remuneração pela publicidade da crônica veiculada. Depois, com permissão do Semanário Panorama passei a escrever para outros jornais em outras cidades fluminenses”, conta José Luiz.

Em 2003 se mudou para São Lourenço e a nova cidade trouxe ainda mais inspirações para o escritor. Como por exemplo as crônicas “Na Fumaça do Trem”, que começaram aqui e a inspiração talvez tenha sido pela existência do Trem das Águas, que se iniciava como turismo, além de ter um amigo, Sr.Edelmo, que era o responsável pelo Trem. “Já tinha diversos fatos copilados através do meu pai, que era representante comercial e sempre viajava de trem. As histórias que ele contava aguçou a ideia em desenvolver as crônicas e ao chegar em São Lourenço coloquei a ideia no papel”, conta Zé Luiz.

Em 2006 começou a colaborar no Jornal de São Lourenço. “Inicialmente publicava as Palavras Cruzadas com a promessa de ter as crônicas dos Turistas e da Fumaça do Trem, só que essa promessa foi por terra e, assim como interrompi as palavras cruzadas, me transferi para o jornal de José Carlos Siqueira (Kall), cujo nome era “A Notícia”, que noticiava amplas reportagens sobre a região e o estado. Depois o jornal mudou o nome e passou a se chamar “Notícia Original”, até deixar de ser editado pelo fato do Kall ter sido eleito vereador. Em 2010 fui convidado pelo Márcio Muniz a fazer parte do Correio do Papagaio, onde permaneço com as duas crônicas: Os turistas Pitorescos e a Fumaça do Trem”, explica.

Também teve o convite para ser colunista do Portal SL Atual do jornalista Jorge Eduardo Marques.

Quanto a livros publicados, no total são 17 edições, todas tiveram o apoio de publicidade, sem a qual seria impossível editá-los. Seis edições foram patrocinadas por uma pousada da cidade de Gramado (RS). Outras edições foram lançadas de 2012 a 2017, também por patrocínio de um hotel de Santa Catarina. Em São Lourenço, sua primeira publicação teve o apoio principal do Trem das Águas e mais 12 patrocínios em 2007. Depois, a segunda publicação foi patrocinada pelo Hotel Guanabara. Em 2010 outra edição pelo Trem das Águas e uma edição, em 2017, pelo Carmem Palace e Guanabara Hotel. Em 2018, uma edição patrocinada pelo Grupo Brandão e outros colaboradores.

“Atualmente possuo 346 crônicas sem ser publicadas do total de 648. 122 dos Turistas e 180 sobre Fumaça do Trem já publicadas. Possuo ainda 20 contos aguardando para ser editados com a ajuda de possíveis patrocinadores”, ressalta o cronista.

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